|
|
|
|
|
|
| 36 |
|
Palavras para quê?
Construímos o mundo, o nosso mundo, com palavras. Pensamo-las, formulamo-las, juntamo-las, pronunciamo-las, gritamo-las, escrevemo-las, sussurramo-las, silenciamo-las até. Com palavras amamos, juramos, magoamos, sofremos, aprendemos. São elas que dão corpo aos nossos pensamentos, às nossas reflexões, às nossas orações, às nossas vivências, ao nosso sentir e pulsar. Algumas são de moda, outras de geração ou de grupos, umas mais snob, outras mais populares. Algumas são emprestadas, outras inventadas ou adaptadas. Algumas caem em desuso, outras adquirem significados totalmente novos e até contrários àqueles originais. Umas desaparecem por completo, outras ainda figuram nos dicionários à espera de uma simples oportunidade de voltarem às luzes da ribalta ou de iniciarem a sua vida. Isto porque as palavras só existem efectivamente se são usadas, se são aplicadas em contexto. |
|
 |
| 35 |
|
Até que idade pensas divertir-te?
Há uns quantos anos, determinado slogan de uma marca de batatas fritas e afins fez furor entre os adolescentes da época, eu incluída... “Até que idade pensas divertir-te?” era, de facto, uma pergunta altamente provocatória: quando se é adolescente, a última coisa em que se repara é no facto de a juventude passar. Por outro lado, levantava a questão do ridículo que é querer parecer “um jovem” quando os elementos dos cartões de identidade manifestam o contrário. |
|
 |
| 33 |
|
Agora, escolha!
Ao ler esta frase lembrei-me de tantos que nos últimos tempos gostam de proclamar a tranquilidade da sua consciência. Ao ouvir tais proclamações, mais ou menos solenes, fico com a sensação de que quem afirma tal tranquilidade passa ao lado do ‘peso’ que implicam certas escolhas. Tais palavras são particularmente incómodas quando pronunciadas por pessoas cujas decisões afectam o nosso dia-a-dia. Não quero com isto sobrecarregar ninguém com fardos morais insuportáveis. Quero apenas fazer um convite a que saibamos tomar consciência de que escolher é um processo exigente. Esta exigência é válida para todos nós. Mesmo quando algumas opções, que nos parecem insignificantes, podem ter consequências em que às vezes não pensamos. |
|
 |
| 31 |
|
A sociedade de informação ao serviço dos seniores
Fala-se hoje em “inclusão” dos seniores. Mas “incluir” implica acolher alguém que está de fora e é generosamente convidado a entrar num determinado contexto. Ora, a população com mais de 60 anos que, depois de uma vida profissional activa, entra na fase da reforma e tem a perspectiva de viver ainda trinta anos nesta nova condição, tem todo o direito a fazer parte da sociedade, a participar nela com os seus conhecimentos e experiência, e desfrutar das vantagens de um mundo que ajudou a construir. Não deveria ser preciso “incluir” ninguém. |
|
 |
| 29 |
|
Igreja vs. o mundo à nossa volta?!
Recentemente, a Igreja tem sido muito do mundo à nossa volta. É raro não haver notícia nova: dos preparativos da vinda do Papa a Portugal aos escândalos, reacções, declarações e contra-declarações, não há dúvida de que se fala muito da, sobre e pela Igreja. |
|
 |
| 27 |
|
A ditadura da eficácia
Em geral, queixamo-nos todos, e todos os dias, de falta de eficácia. Falta de eficácia no trabalho, nos serviços públicos, e também nos privados, no país em geral. E, em grande medida, com razão! De facto, |
|
 |
| 25 |
|
Aprender com os escritores
Frequentemente, quando um escritor lança um novo livro, aparecem entrevistas suas nos jornais, revistas ou outros meios, como forma de divulgar a sua obra mais recente. |
|
 |
| 24 |
|
Ter o tempo na mão
|
|
 |
| 23 |
|
Para avaliar o nosso grau de fatalismo
Quantas vezes ao entrar na edição online de um jornal, ao ouvir uma notícia na rádio ou na televisão já teremos desabafado: "não há nada a fazer"? |
|
 |
| 22 |
|
Power to you
Vale a pena ver e pensar a nova campanha da Vodafone (passe a publicidade…). Em resumo, um “jovem como nós” tem o sonho de se encontrar com a actriz Eva Mendes. |
|
 | |
|
|