Título: Vem, sê a minha luz Autor: Beata Teresa de Calcutá Editora: Alêtheia Editores Ano: 2008 ISBN: 978-989-622-122-5 A Madre Teresa não precisa de apresentações, ou melhor, não precisava até sair, em 2007, este livro com uma compilação de alguns dos seus escritos privados, sobretudo correspondência trocada com os seus directores espirituais. De facto, depois de lido este livro, o muito que se sabe acerca da Madre Teresa ganha outra cor e uma nova profundidade.
Para a maior parte de nós a dor da ausência de Deus é-nos desconhecida ou até incompreensível. Como pode Deus “abandonar” alguém que ama infinitamente? Para a Madre Teresa, esta dor foi uma realidade vivida durante a maior parte da sua vida. E pelas palavras que deixou escritas, podemos intuir o quão profunda pode ser a dor da ausência de Deus e o quanto o foi para a Madre Teresa. É realmente surpreendente que Deus pareça desaparecer e abandonar aquele que ama. Esta é uma forma misteriosa de Deus “falar” que ao longo da história da Igreja tem sido experimentada por grandes santos que nos deixaram páginas de uma beleza e profundidade espantosas. Mas é também surpreendente que àquilo a que muitos poderiam chamar “crise de fé”, pode-se (ou deve-se) chamar, pelo contrário, fé levada ao extremo. A Madre Teresa permaneceu fiel a Jesus, aos outros, à sua missão e a si própria. Sempre com um sorriso nos lábios, sempre disponível, sempre entregue e de uma humildade impressionante, independentemente daquilo que não via, que não compreendia e da dor que sentia. Isto é acreditar. Este conjunto de escritos relata-nos uma autobiografia da alma de uma das mais marcantes figuras do séc. XX. E interpelou-me porque me fez também querer ser fiel. |