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Não posso adiar o amor para outro século não posso ainda que o grito sufoque na garganta ainda que o ódio estale e crepite e arda sob montanhas cinzentas
Não posso adiar este abraço que é uma arma de dois gumes amor e ódio
Não posso adiar ainda que a noite pese séculos sobre as costas e a aurora imprecisa demore não posso adiar para outro século a minha vida nem o meu amor nem o meu grito de libertação
Não posso adiar o coração
António Ramos Rosa
Chegou o verão! (se as férias ainda não, pouco falta...) Altura para levar a cabo tudo o que ficou posto de lado ao longo do ano, por falta de tempo ou de vontade. Mais do que fazer coisas, e até mais do que o merecido descanso, o verão convida ao encontro, ao cuidado pelas relações.
Verão é tempo também de reconciliação, de esquecer o ódio para edificar a paz. Ainda que doa, porque o perdão dói. É tempo, não adiemos mais o coração! |
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António Ary, sj
01.07.2012
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