Depois da conferência de Mark Rupnik, o escultor jesuíta responsável, entre tantas outras obras, pela capela Redemptoris Mater, no Vaticano, ou, mais próximo de nós, pelo mosaico na Igreja da Santíssima Trindade, em Fátima, ouvia-se um rumor entre os participantes do "Fé e Arte" (evento organizado em Abril 2012 pelo Centro Académico de Braga). Se é rara, a oportunidade de conhecer de perto um artista, é ainda menos comum ouvir-lhe uma "confissão estética", a sua biografia como artesão de imagens, no jogo que se estabelece entre a tela a pele. Pintar as telas de preto? Não seria isso uma forma de "mudez auto-infligida"?
Durante este mês, deixamos nas mãos do leitor este documento extraordinário. Brincando com os termos, há que "ver para crer" no vigor profundo que atravessa as palavras de Mark Rupnik. (A conferência está dividida em 4 partes de cerca de 15 min.)