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Autor: Knut Hamsun
Editora: Cavalo de Ferro
Ano: 2008
ISBN: 978-989-623-092-0
Aproximadamente: 254 páginas
Fome é uma história sem enredo e sem acção. O seu personagem não tem nome e é ambíguo aquilo que o leitor possa sentir por ele. Não se consegue ter pena, apesar de correr no limbo entre a vida e a morte; não se consegue ter raiva, apesar das expectativas pouco sustentáveis em que se apoia e da estranha forma como se entrega e como dirige o seu esforço.
A palavra Fome ganha, ao longo do dia do personagem, múltiplos significados. Esta fome prende-nos. Prende-nos pelas histórias que este personagem inventa para encobrir a pobreza em que se deixou mergulhar. Porque sempre que perde tudo tem fome e fome de si. Afasta-se da sua capacidade de escrever artigos não solicitados, e falha. A sua generosidade, o pagamento de dívidas e promessas e a projecção grandiosa do seu futuro são alimentadas por textos que rabisca, com fome, com desespero e com uma procura do mais difícil de si mesmo.
É uma ilusão sucessiva aquela em que vive. Uma busca da sua essência na degradação com a qual Hamsun nos agarra pela descrição de uma realização sustentada por Fome. |
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Madalena Boissel
15.10.2010
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2010-10-18 17:52:38 Enormes sofrimentos Nuno, Braga «Hoje o desemprego provoca aspectos novos de irrelevância económica do indivíduo, e a crise actual pode apenas piorar tal situação. A exclusão do trabalho por muito tempo ou então uma prolongada dependência da assistência pública ou privada corroem a liberdade e a criatividade da pessoa e as suas relações familiares e sociais, causando enormes sofrimentos a nível psicológico e espiritual.»
Caritas in Veritate, Bento XVI. Mais comentários |
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